Sites portugueses vulneráveis a ataques informáticos
06 Janeiro 2011
Este sistema, desenvolvido por uma equipa do Centro de Investigação em Sistemas (CISUC), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), permitiu descobrir que há mais de sete mil servidores, dos quais 1251 são estatais, cujo esquema de criptografia -técnica para esconder informação- é vulnerável ao ponto de permitir a um possível atacante informático ter acesso a toda a informação e partilhá-la publicamente, como o que se tem verificado com o caso Wikileaks.
O Vigilis sucede o projecto Nonius -um sistema único a nível mundial de avaliação do índice de segurança da internet - e identifica as ameaças à segurança, desenvolvendo também ferramentas para as prevenir e combater. Neste estudo, analisaram-se os 3, 5 milhões de endereços electrónicos e 86 mil domínios (pt) activos existentes no país, tendo-se detectado 75 mil vulnerabilidades, de 19 índoles diferentes, que podem agrupar-se em três macrotipos. A possibilidade de roubo de informação é a mais verificada. No entanto a intercepção ou alteração de comunicações e o risco de comprometer o sistema também são hipóteses que resultam da falta de segurança na internet.
De acordo com o investigador de Coimbra, estes valores devem-se às centenas de novas ameaças à segurança informática que surgem diariamente. "Pessoas com intuitos maliciosos têm uma imaginação muito fértil", referiu, acrescentando que os criminosos têm muita facilidade em “explorar novas e sofisticadíssimas metodologias e ferramentas para atacar”.
Perfis de Facebook desprotegidos
Também através do Vigilis, foi feita uma investigação sobre a privacidade da informação, tomando como caso de estudo a rede social Facebook. Foram analisados 79 mil perfis públicos portugueses e verificado que mais de metade continha dados sobre relações pessoais e 25 por cento sobre a actividade profissional.
“Depois disto só há duas conclusões a tirar. Os portugueses não têm noção do risco que correm ou não sabem que é possível bloquear este tipo de acessos públicos”, sublinhou o coordenador deste projecto, advertindo ainda que, embora a informação seja aparentemente básica, pode dar azo a “situações maliciosas” visto que é passível de ser subvertida para se fazerem ataques informáticos.













No dia 23 de Junho de 2010, o Directório Mobile de Portugal foi finalista de mais uma edição do Prémio Nacional Multimédia, este directório agrega URLs de sites mobile pensados para os pequenos ecrãs de telemóvel. Está organizado por categorias e será o ponto de encontro mobile para quem procura informação no telemóvel e está acessivel de duas formas: no PC :
A Webeffect contribui para o