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Publicidade na internet cresce 23%

Em 2010, o investimento na Internet deverá corresponder a 10% do total do mercado. Mas, segundo a Deloitte, três quartos dos utilizadores consideraram a publicidade no meio intrusiva.

«O ano de 2008 será provavelmente o ano de confirmação do modelo de negócio da publicidade online» revela Miguel Eiras Antunes, partner responsável pela área de consultoria no sector de tecnologia, media e telecomunicações da Deloitte. Na apresentação do estudo «TMT Predictions 2008», que ao mesmo tempo decorreu em diversos mercados ao nível mundial foram, no entanto antecipadas algumas barreiras a este meio. «A publicidade na Internet enfrentará múltiplos desafios relacionados com uma crescente antipatia por parte dos utilizadores e com um maior escrutínio regulamentar», sugere.

No ano em que celebra 15 anos de actividade, desde o primeiro banner vendido, a publicidade online tornou-se numa indústria que vale 28,5 mil milhões de euros, devendo crescer 23% face a 2007. Estima-se também que em 2010, a fatia correspondente à publicidade online proveniente do investimento dos anunciantes seja de «10% do total do mercado».

«É no entanto provável que em 2008 a publicidade online enfrente uma multiplicidade de obstáculos», destaca Miguel Eiras Antunes. Uma delas prende-se com o facto de «três quartos dos utilizadores considerarem este tipo de publicidade intrusiva, sendo que um quarto pagaria para ter conteúdos livres de publicidade no meio», salienta o responsável.

Outra das tendências apontadas para o sector dos media prende-se com a sua complementaridade. Ou seja, prevê-se uma «maior competitividade dos formatos tradicionais de publicidade e considerar a publicidade online como mais um meio no marketing mix e não como um meio isolado».

Também durante 2008 deverá diminuir a pirataria na Internet, «à medida que a persuasão através da educação, punição sob a forma de inibição de acessos e multas, começará a produzir efeito», revela ainda baseado no estudo da Deloitte. Desta feita, a indústria de media poderá identificar formas de ultrapassar as versões pirateadas.

Outra das tendências identificadas inclui um meio que recebe pouco investimento. Uma ida ao cinema, «será mais do que assistir a um filme». A diversificação do negócio dos cinemas pode ser a grande responsável. É que já em 2008, as salas de cinema, que deverão oferecer qualidade de imagem superior devido à transição para o sistema digital, poderão começar a exibir grandes eventos, desde acontecimentos desportivos a concertos.

Paula Ferreira Fernandes
Jornal Briefing
2008/01/23