Os europeus interessam-se mais por ciência do que por desporto e apelam a um reforço da investigação na UE
21 Junho 2010
Mais de 70% dos cidadãos europeus consideram que a investigação financiada pela UE será mais importante no futuro. Cinquenta e sete por cento entendem que os cientistas devem envidar mais esforços para comunicarem os resultados do seu trabalho e 66% pensam que os governos devem adoptar mais iniciativas para estimular o interesse dos jovens pelas questões científicas. A esmagadora maioria dos cidadãos europeus reconhece os benefícios da ciência e a sua importância, mas muitos também receiam os riscos inerentes às novas tecnologias e ao poder que o conhecimento confere aos cientistas.
A comissária europeia responsável pela investigação, inovação e ciência, Máire Geoghegan-Quinn, declarou: “O êxito da estratégia Europa 2020 depende da capacidade da investigação científica de ponta em manter a Europa competitiva. Isto significa que, por sua vez, os cidadãos europeus precisam de apoiar a ciência e de continuarem a pressionar os governos e a indústria a investirem neste sector. Estes resultados revelam que há uma consciência muito elevada da importância da ciência, mas também mostram que tanto os políticos – como eu – como os próprios cientistas precisam de explicar melhor o que fazem e porquê que o fazem."
Ao nível da UE dos 27, 61% dos cidadãos consideram-se muito ou moderadamente informados sobre as descobertas científicas e o progresso tecnológico. Setenta e quatro por cento dos cidadãos pensam que a investigação em colaboração na Europa, financiada pela União Europeia, tornar-se-á cada vez mais importante. Mais de seis em cada dez europeus consideram que a investigação em colaboração é mais criativa e eficaz. A cooperação entre os Estados-Membros beneficia de um amplo apoio (72% dos europeus concordam).
Em geral, o inquérito revela que os cidadãos europeus são razoavelmente optimistas no que diz respeito à ciência e à tecnologia: 75% dos inquiridos concordam ou tendem a concordar que, graças à ciência e à tecnologia, haverá mais oportunidades para as gerações futuras Todavia, em comparação com o inquérito realizado em 2005, nota-se uma ligeira tendência para o cepticismo.
Os europeus consideram positivos os efeitos da participação dos jovens na ciência, mas entendem que os governos não incentivam de forma adequada um interesse mais amplo. Considera-se necessário um maior empenho dos governos no incentivo à participação das mulheres na ciência, o que poderá ter um efeito positivo: 63% consideram que o facto de haver mais mulheres na investigação contribuiria para melhorar a forma como é realizada a investigação.
Este inquérito especial do Eurobarómetro foi realizado através de entrevistas directas em 32 países europeus1 para avaliar a atitude geral dos cidadãos europeus perante a ciência e a tecnologia e ver até que ponto esta percepção se modificou significativamente a partir de 2005. Foram entrevistados 31 243 cidadãos no total entre 29 de Janeiro e 25 de Fevereiro de 2010.
Os resultados estão disponíveis na página dedicada à opinião pública do sítio Web do servidor Europa: http://ec.europa.eu/public_opinion/index_en.htm













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